sábado, novembro 29, 2025
Vete
Um amor novo
Precisavas era de um amor novo. Mas os antigos não acabam num estalar de dedos. Deixa lá, que com o tempo passam os enredos e desaparecem os fantasmas. Tens de ver que mesmo havendo quem diz que te ama e que vai cuidar de ti, provavelmente só querem fazer-te a cama e não te conhecendo bem tanto podias ser tu como outra mais além.
Precisas de alguém que fique, ou que te leve e nunca mais te largue. É só. Que tu possas amar até ao fim.
Um amor pacífico
Este amor devastador
sexta-feira, novembro 28, 2025
O caçador de sombras
segunda-feira, novembro 24, 2025
Monção*
*prefiro a palavra em inglês, monsoon, pq em pt faz lembrar moção 🤷🏽
• tentei de tudo, mas não funcionou. nem a minha própria autosabotagem, nem ter feito de propósito pra irem às suas vidas, nem o lado mais monstruoso, nada, rigorosamente nada conseguiu exterminar o sentimento tão imenso e profundo. eu desisto. (quiçá agora funciona 🥴🤣🤦🏽q nada, acho q já disse isto d outras vezes e tb n saiu de mim este amor todo por todo, até os que me fizeram mal e os que me detestaram depois🤷🏽nada a fazer, é o que é, o que temos pra hj e pra arrependimento pro resto dos dias, 'parabéns, mto ruim', tyvm)
#mondayblues #lost #easytolove #lullabyyourselfintosleep #goodnight #notfeelingveryjazzy #sad #hopeless #notgoodatsurrendering #reels #lucubration #shadow
(post q haveria d pôr hj c música jazzy Easy to love)
domingo, novembro 23, 2025
Dos arrependimentos
Pensa muito bem antes de fazer o que quer que seja, como sempre fizeste antes de ficar tudo doido e torto na pandemia. Porque nunca mais podes dar-te ao luxo de fazer algo de que te arrependas para o resto dos teus dias.
Continua o estado de inacção, como antigamente, prioritariamente, pois vives com mais uma coisa que deixaste de fazer, mas não uma só que fizeste e te arrependeste. Mesmo que tenha sido impensado.
(é claro que, em pormenor, depende do que fazes e do que não fazes)
Nunca mais traias o teu coração
Pensava eu que nunca o tinha traído, até entender que às vezes, em determinados momentos, o próprio coração não é confundido ou entra em conflito.
Espírito
sábado, novembro 22, 2025
Incêndio
"O mesmo incêndio que consome é o que ilumina o caminho." - Luna Di
Eu não quero mais arder, entrar em combustão só por ver e acabar em cinza no chão.
sexta-feira, novembro 21, 2025
Fotojornalismo
resumo do estado da coisa
A sensação que eu tenho é de que durante a pandemia estava um zombie com os lutos e os piores pesadelos todos a concretizarem-se e, depois, com a confusão colectiva toda em que me deixei que me arrastassem, enlouqueci, fiz muito mal também a alguém e a mim, tentei recuperar das razias, enquanto toda a gente morreu toda a hora outra vez e agora já não sei mais o que raio fazer, especialmente perante todas as barbaridades monstruosas a acontecer.
Dois dias de Gabriel
Gabriel em "Far from the maddening crowd'" , Gabriel feito de anjo pelo Keanu Reeves em "Anjo da Sorte", uma mãe a chamar um menino Gabriel, priminho Gabriel Caetano sms e o anjo Gabriel na Anunciação de Da Vinci.
(Ao menos não é várias vezes ao dia, quase todos os dias, como o outro nome, embora em menor quantidade ultimamente. 🤦🏽💔)
quinta-feira, novembro 20, 2025
O sublime divino
quarta-feira, novembro 19, 2025
Deceparam os dedos de uma criança
o mal de ser uma mrda de uma sensível idiota neste mundo é que se torna impossível viver rodeada de violência e horrores impensáveis. querer não existir num mundo assim mas ter de aguentar tudo e mais alguma coisa, especialmente sem ter grande motivo para, é muito difícil. por demasiadas vezes nesta vida eu estive quase a morrer e por muitas mais ainda eu quis morrer. mas estou aqui ainda, dilacerada, esgotada, estropiada, desde que era só uma bebé com bronquite asmática.
hoje voltei a ser aquele corpo minúsculo, frágil, galho quebradiço, embora idiotamente teimoso, de quando era eu a criança de dez anos perseguida por skinheads à volta da escola.
ser uma pessoa "escura" num mundo de "brancos", também foi das piores coisas que me aconteceu.
terça-feira, novembro 18, 2025
Tecnocrap
segunda-feira, novembro 17, 2025
domingo, novembro 16, 2025
Às vezes o último verso
O deserto e a miragem
sexta-feira, novembro 14, 2025
Do tempo
quinta-feira, novembro 13, 2025
Ilusão
quarta-feira, novembro 12, 2025
segunda-feira, novembro 10, 2025
Só nós dois
Acolhe-me, sê gentil
Mil vezes mil
sexta-feira, novembro 07, 2025
O coração desolado
Que haja alguém que me possa tratar com mais carinho
quinta-feira, novembro 06, 2025
A mais longa trovoada
Talvez estivesse à espera que as trovoadas me alterassem os telómeros, ou assim, como acontece nas histórias de super-heróis e que eu passasse a estar curada de todas as maleitas, de repente.
Mas as trovoadas não são milagres, nem são conhecidas por fazerem boas acções.
Os sonhos envelhecem, as ilusões viram pó e os contos de fadas são só pesadelos.
(tempestade registaram mais de 40mil raios)
A seiva da vida
O tormento
Quem ou o quê culpar
Quando em situações extraordinárias
Em que estamos perdidos de nós
Tornamo-nos loucos
Uns pelos outros e por nós mesmos
Eu não sei quem ou o quê
Na sucessão dos porquês
Ele, o meu tormento
Eu, o tormento dele
Eu só queria o fim
Ele nunca me quis a mim
Nenhum de nós aguentou mais
O destruir e a confusão
Que o amor e a paixão trazem
("my cousin Rachel" and us)
quarta-feira, novembro 05, 2025
Nada aqui é bom
terça-feira, novembro 04, 2025
Indochina
segunda-feira, novembro 03, 2025
domingo, novembro 02, 2025
Plutão ou quê
O que uma coisa tem a ver com outra, nds.🤷🏽(maybe it's all his)
Tudo o que escrevo é tão no momento que às vezes até parece que escrevo a verdade sobre o que sinto. Mas nunca é inteiramente assim, há sempre muito mais por detrás, que não cabe em mim nem aqui.
Sofrer por pessoas alheias é das piores sensações físicas que tenho, mesmo tendo ainda às vezes sintomas do problema de sangue, ou o da insuficiência suprarrenal.
Eu sabia que ias ficar bem, L., e ainda assim também foi um dos factores que me fez cair de novo na depressão. Mas estou a melhorar e tu também. 💌
O esquecido
Certo dia, parei de ser sempre eu a dizer alguma coisa a alguém, a lembrar-me sempre das pessoas, a associá-las a tantas coisas... e, de repente, nunca mais tive contacto com ninguém, porque a verdade é que ninguém se lembrava de mim. Mesmo se houvesse alguém que se lembrasse não passava de duas vezes num ano e também nunca diziam nada.
O Pedro Oliveira estava errado. Afinal era eu quem estava certa nestes anos todos. Finalmente, agora que vejo o meu valor, consigo ver tantas outras coisas incríveis que eu sempre fui e que foram pisadas e invejadas por tanta gente.
Eles são "o esquecido", eu nunca me esqueci, mas hoje em dia não me lembro mais.
sábado, novembro 01, 2025
sexta-feira, outubro 31, 2025
Ela sabe?
Ela sabe onde começa o teu lábio superior e que os teus olhos sempre denunciam as tuas emoções antes mesmo?
Ela sabe para onde pende o caracol do teu cabelo e como é o teu corpo inteiro?
Ela sabe por onde passeia o teu olhar e como te emocionas sem chorar?
Ela sabe o valor que dás ao dinheiro e à vida que queres levar?
quinta-feira, outubro 30, 2025
As tuas cores
Dança de frutas
Comprei umas tangerinas e dizia que se chamavam Tango, e um mamão em que se lia que era do Brasil e veio por avião, pensei logo que tinha vindo sambando. Vi ainda abacate Hass e trouxe dois, com o objectivo de fazer guacamole com um e como vi que eram do Perú e já antes tinha pensado em ti, não tardou que lembrasse do Vuelvo al Sur. Comprámos ainda banana bolero e maçã gala e dançámos, dançámos. Tu foste depois a última fruta que ainda fui de novo lá para comprar: o 'cantaloupe'. ;)
Da practicidade do bom senso
As pessoas só tinham de se deixar de cenas e juntarem todos em torno das soluções de senso comum. O bom senso é simples, as pessoas é que, sendo medrosas, traumatizadas, gananciosas, egotistas, condicionadas e iludidas,, tornam quase tudo incomportável.
Essa ideia de que se derem aos outros, vão tirar do meu, ou vai faltar para mim, é das maiores crenças ignorantes fundadas em medos irracionais, que existe.
Ser Humano Podre
Coração
quarta-feira, outubro 29, 2025
Nunca Rio, só choro
segunda-feira, outubro 27, 2025
"E depois matar-te e dar-te vida eterna"
*título é verso de poema "Rêve Oublié" de António Maria Lisboa
Dá-me dó
Que as pessoas não sejam elas
Que nem sejam nada de seu
Até eu que tenho por alma um abismo
Onde às vezes brilha o céu
Outras vezes um sofismo
Sei minimamente ser apenas
Sem máscaras nem subterfúgios
Mas tenho pena de quem vive no breu
De não só não se conhecer
Mas também ser só como o outro
Ou como o outro quer
Ou esperam que sejam
domingo, outubro 26, 2025
A hora mudou, mas o tempo não
continua enevoado
nublado
tudo perdido
meio parado
como se já fora ultrapassado
e não se pudesse ir mais além.
sábado, outubro 25, 2025
O que é que ser português afinal quer dizer para ti?
Numa altura em que se fala muito sobre o que é ser português, quem é que pode ser considerado como tal e quem tem esse direito, a realidade é que qualquer definição que se faça é sempre pessoal e, portanto, subjectiva. Já em termos legais, sabendo-se que um dos preceitos da constitucionalidade e jurisdição é amplamente formulada precisamente pelas pessoas de direito numa senda de legislar o que existe, pergunto-me se algum dia ter alma de um certo povo bastaria para todos para que fosse considerado como membro dele. Sei que não. Se alma existe, sei que não é só idílica, também é podre.
Podia dizer que o meu país é mormente o Alentejo; nesse gharb al-andalus e literalmente também, além tejo, ultra tagum. Podia dizer que a alma portuguesa é saudosista e tantas outras coisas sobre ser português, como no livro 'O labirinto da saudade' de Eduardo Lourenço epítome, ou em tantos outros históricos. Mas eu sou só poeta, portuguesa e cidadã neste planeta e das poucas coisas em que acredito - porque não existem totalmente e por isso é preciso crer nelas e lutar, em certa maneira, por elas -, no topo, está a liberdade e com ela a responsabilidade de respeitar o próximo naquilo que ele quer ser, acreditando inclusive quando ele nos mostra que é uma besta infinita.
quinta-feira, outubro 23, 2025
Pelamordedeus!
terça-feira, outubro 21, 2025
Reflexão derradeira
terça-feira, outubro 14, 2025
o barco vai
... houve momentos em que te amei com uma doce ternura suspensa, como a que soa na primeira sinfonia de brahms.
nenhuma das tuas maldições pode eliminar isso, mas sei que o tempo sim.
quando me lias, ouvias a minha voz?
será que os pássaros ainda podem falar por ti?
só a dor e a mágoa nos fazem aprender, de uma vez por todas, a pôr limites e deixar quem nos faz mal. saiu-me bastante caro impor-te essa lição. rasguei completamente o meu coração. mas eu só existi ali, naqueles momentos, para a servidão.
mudei tanto, entretanto, pois umas trinta vidas processei. não sinto nada do que sentia pelos que senti toda uma vida. já nada, de novo, tem lugar. nem a morte a aguardar.
"o tempo vem, o tempo vai", um classicismo mesmo com o experimentalismo.
uma solitude absoluta de mais de doze anos e ainda não sei de nada nem me interessa saber. este vazio foi almejado. o fim da intelectualidade. sem o início de mais nada.
domingo, outubro 12, 2025
O ideal
O ideal é alguém que seja para mim a sexta-feira e o domingo, sendo que o meu dia preferido da semana é a quarta-feira.
Dual
sexta-feira, outubro 10, 2025
Azul
Uma alma
Quando voltares com a alma inteira, talvez já eu saiba, por essa altura, o que é alma e que ela existe mesmo. Talvez, então, eu já entenda absolutamente o que é isso de que Platão falava de "uma alma em dois corpos". Talvez eu aí tenha, entretanto, ultrapassado as noções que tive quando era jovem e de forma pueril pensava que tinha uma alma gémea, ou um irmão ou amizade de almas. Ou talvez não. Talvez eu sinta que sempre foste tu a tal da minha alma gémea, igualzinho a mim, sem me identificar, mas sabendo sempre que estamos ligados de forma indissociável: siameses, como fomos um dia.
As nossas completas devastações, a nossa resignada apatia, talvez encontrem umas nas outras uma paz integral, como se ligassem um círculo preenchido por um nada cabal e ilimitado, que tem a força da explosão de mil sóis.
Eu nunca quis abrir mão de ti. Eu nunca abri totalmente, pois não? É, por isso, também que não voltas mais. O meu querer nunca significou nada. O meu sentimento também não. Tu não quiseste saber, porque eu era demais e nada. Quando na verdade eu gostava que me escolhesses como teu tudo. Mas só quem me sente como seu tudo é que nem precisa escolher. Quando é maior, ninguém pode reter.
Se eu fui só verdade, como fui, criança que ama sem mais nada ter, talvez eu seja só uma alma a valer.
quinta-feira, outubro 09, 2025
Onde estás tu agora?
Uma viagem horrível e maravilhosa
terça-feira, outubro 07, 2025
Estátua
Petrifiquei-te numa imagem. Fui querendo ver se eras mesmo assim, ou da minha nente somente uma viagem. Aconteceu seres sempre uma miragem. A mais esperada. Meu oásis de um pedaço de água embriagada.
Chorei um dia, mais, muito depois, já tarde. A poeira de que nos fizemos, a densa neblina que esperei que a aurora mais aguardada rompesse, a geada, não chegou, esse momento tão ansiado mas não almejado, não chegou.
O teu corpo continua etéreo, um vulto sem qualquer detalhe. O teu rosto também mas mais sorridente, por raras vezes. Eu sinto o vazio que nos preenche. Somos repletos por eles, esses vazios consonantes. A inutilidade do meu ser com a ilusão do teu ser.
Assomámos uma realidade decrépita, umas ruínas espalmadas no châo. Sobrou só pó. Tu gozaste até com a minha própria língua, com as palavras de amor, com o sentimento profundo, com a dor.
Às vezes pergunto para ter a certeza que não exististe. Às vezes o céu responde-me com as aves, as borboletas e a Lua, quase sempre ela a acompanhar-me como tu. É a luz reflectida do luar que ilumina a tua estátua na minha memória. O Sol não.
Dentro do meu peito
Foste
Mundo ao contrário
sexta-feira, outubro 03, 2025
Para te amar
quinta-feira, outubro 02, 2025
Anti-filosofias da treta
terça-feira, setembro 30, 2025
segunda-feira, setembro 29, 2025
E eu só peço desculpas
Um lento esquecimento
domingo, setembro 28, 2025
sábado, setembro 27, 2025
Lutas vãs
Os argumentos contra os factos
sexta-feira, setembro 26, 2025
Tu/Eu
A tua complexidade e doçura assemelham-se ao licor de bolota que só depois de te inundar a boca de mel te lembra do travo forte e profundo com um toque seco de castanha.
Tu pertences a uma categoria rara de flores e frutos silvestres. Talvez sejas a última da espécie em extinção. Talvez já ninguém mais tenha um selvagem, doce e livre coração.
Os pássaros soam mais alto quando tu estás por perto e o vento acompanha a tua fúria, porque tu és senhora tempestade e serenidade. Tu és quem encheu a lua de ternura e brandura, quem deu ao mar a sua majestade. Tu és a pura felicidade de ser e perceber.
Só tu alcanças a explosão do fascínio do maravilhamento sem euforia, somente absoluta contemplação.
O céu é o teu melhor amigo e o amor da tua vida fui eu.
quinta-feira, setembro 25, 2025
À flor da pele
Hoje lacrimejei no supermercado quando uma senhora muçulmana com máscara e com um casal de filhos pequenos teve o seu cartão de débito recusado, mas a senhora que estava a seguir pagou os poucos artigos para que as crianças pudessem comer. Eu também me cheguei à frente, claro, com a intenção de pagar. Depois, simplesmente agradeci à outra senhora por tê-lo feito. Só depois é que eu me lembrei que não tinha o meu cartão e quem tinha o dinheiro e estava na fila era o meu pai, porque eu tinha ido à casa-de-banho e vi esta cena acontecer na saída da caixa. A menina criança fez-me lembrar de mim quando eu era pequenina, muito parecida com ela. O menino depois perguntava se podia levar a comida, eu disse que sim e peguei um pacote de leite e dei-lhe.
E, claro, depois quando a senhora que pagou ia embora também pensei em como no meu tempo não havia gente bondosa assim. Obviamente havia lembrado, antes mesmo, de Gaza. E como o mundo consegue ser horrível. Deu para ver quanto estou à flor da pele. Senti que se não parasse as lágrimas enquanto me corriam mais, era bem capaz de ter ali mesmo um desaguar imparável.
Quem nunca passou fome, não sabe o que é essa dor maior que não só perfura o estômago, mas a alma e o coração.
quarta-feira, setembro 17, 2025
Estás exausto? "Descansa", dizem.
Não consegues descansar? Um dia, o corpo há-de parar. E a mente? Essa há-de fritar até esturricar, ou liquefazer-se. Explosão, combustão, falta de combustível, curto-circuito, acumulação, congelamento, depressão, esgotamento, inacção.
"Tu mereces tudo do melhor, quem te ame e todo sucesso do mundo, desejo que sejas muito feliz", mas - atenção - não contes comigo para nada, especialmente quando precisares.
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Eu tive um professor que me dizia, certo dia, que as pessoas, a sociedade, o mundo, são uma fossa séptica a céu aberto. Apesar de ele me achar uma pessoa extremamente lúcida, eu devia ter-lhe dito que eu não guardo ressentimentos das pessoas, apesar de acumular traumas perpetrados em mim por elas e que continuo sempre a amar até os meus piores inimigos. Muitos acham que eu sou totó assim, mas entretanto gosto mais de mim.
domingo, setembro 14, 2025
Hermetismo
sexta-feira, setembro 12, 2025
Setembro
Desconheço
Sem ti
quinta-feira, setembro 11, 2025
Fazer Poesia
quarta-feira, setembro 10, 2025
O espaço entre as coisas
terça-feira, setembro 09, 2025
Coisas de que desisto a partir de hoje
A vida toda eu quis ter um amigo que fosse como um irmão mais velho para mim, que me protegesse e acarinhasse de uma forma saudável. Infelizmente, depois de décadas, tenho de me render à evidência de que nenhum rapaz consegue ser amigo assim de uma rapariga sem ficar com outras ideias e complicar tudo. Admitir que já não tenho essa necessidade que acabou por me pôr em alhadas, hoje é muito bom e liberta-me de todas essas complicações.
Também desisto finalmente de me preocupar com a saúde dos outros, especialmente feliz por isso já que nem os próprios foram alguma vez capaz de o fazer cabalmente. Inclusive desisto inteiramente de tentar entender pessoas bêbedas.
Tendo desistido de relações amorosas há mais de 12 anos, hoje eu decido conscientemente desistir também de toda a ideia do amor de que sempre fui tão apologista.
Chegou finalmente o dia de encarar a realidade e deixar de ser a poeta romântica iludida.
O amor não existe, afinal. Nenhum, em forma alguma. Porque não é possível enquanto substantivo independente.
segunda-feira, setembro 08, 2025
domingo, setembro 07, 2025
Nunca houve um amor como o nosso
Esclarecimentos de um coração partido
Desisti de escrever isto, porque era muita coisa para revisitar e esmiuçar. Mas começou por ter pensado que se eu tive vontade de morrer quando aos 17 anos fui traída pelo primeiro grande amor, ele deve ter sido quem eu mais amei. Só que depois pus-me a avaliar que a capacidade, intensidade ou a forma de sentirmos amor vai variando com a idade e com os acontecimentos. Daí que também isso faz com que seja mais difícil quantificar seja o que for. Até porque a maneira como fiquei tão agarrada/dependente há poucos anos a alguém também me fez pensar que tinha sido a pessoa que eu tinha sentido um sentimento tão forte que seria, independentemente do carácter esfomeado e hiperactivo dadas as circunstâncias agravadas do tempo pandémico, um amor maior do que tudo.
Bem, a verdade é que tudo serviu para eu me melhorar e aprender o que não é saudável e o que é, o que é amor possível e não é.
Eu sempre fui destinada a estar sozinha e ser abandonada. (tal como disse a Margot Robbie num trailer de um filme que já quero ver)
Eclipse
E dezenas de luas cheias e eclipses não te eclipsam do meu coração e agora que tudo piora à minha volta e um dos meus piores traumas é mais uma vez activado e volta a vontade de morrer, é só em ti que eu penso. O meu maior arrependimento. A seguir a ter continuado viva desde criança violentada. Quando te disse que nada em mim é bom, parece que exagerei mesmo como disseste, posso estar de facto podre por dentro mas foi sim verdadeiro e bom naquele pedaço todo por ti e pelo resto o meu sentimento. Dos melhores (e piores para mim ao nível de desgaste físico) que já tive. Nunca nada apagará isso, pois é facto ocorrido. Só esse amor é real.
Das coisas mais difíceis
Das coisas mais difíceis para mim é ter de me afastar de propósito de quem gosto só por causa do bem deles e os poupar a terem de sofrer. Desta vez, éramos três amigos, pensei eu, mas pelos vistos não. Pior que eu queria muito que continuassem a ser meus amigos. Parece que é uma sina idiota. Porque é que eu não posso ter um amigo que não passe a querer ser mais do que isso? De preferência que só um que goste de mim e eu dele e não os dois?
Tudo isto suscitou a que examinasse casos no passado e de facto já tinha acontecido pelo menos umas três vezes antes na minha vida: dois amigos/primos/tipo irmãos passarem em pouco tempo a gostarem de mim mais do que era suposto. Sempre complicado. Fico sempre surpresa e chateada, depois confusa e triste, por também ter de os deixar. Inclusive porque eu fico sozinha sem nenhum dos amigos. Ainda se espantam porque é que eu estou completamente celibatária há mais de doze anos. Pudera! Quando me aparece alguém é só gente complicada, incrivelmente pior do que eu no que era necessário para se ter uma relação, embora eu não tenha também grandes condições para nada.
Mas confesso que não estava à espera, de novo. Especialmente de ser instigada tanto quanto fui ao ponto de me avaliarem como mulher a porem-se a comparar coisas. Ainda por cima tendo acabado de fazer anos e de já há décadas ter noção de que estou muito doente e que o meu corpo é como é.
Outra mulher ficaria extremamente ofendida por ser avaliada como um objecto. Eu fiquei mexida com isso, mas como sempre entendi o que estavam a querer dizer que era para eles mesmos. Porque nunca é tanto sobre nós mas mais sobre eles, pelo menos da maior parte das vezes.
Cada um de nós dá a desculpa que dá, cada um de nós tem a noção do que podemos fazer ou não, cada um de nós defende-se como dá. Pusemos hipóteses, sim, isso é que foi o pior. X. "desbloqueou" Y. como este disse, mas a mim também um bocadinho no sentido de voltar a formular hipóteses.
Somos artistas, fascinamo-nos de repente, deve ser isso e não deve passar disso. Talvez no fundo eu e Y. estejamos ainda demasiado traumatizados para sequer pensar em hipóteses e X. com a sua jovialidade e omnipotência de quem tudo pode, não podendo, fugiu também à questão. Ou não. O amor, ou os seus simulacros, hoje em dia é tão moderno e fugaz. Mas também ele era ciumento, pelos vistos e com outra, ainda por cima. O nosso fofo amorzinho fugaz de amigos honestos palhaços, com eles sempre ébrios, foi um bocadinho marcado, sim. Eu vi todas as fases e nuances só nesses poucos breves encontros ao acaso.
Eu não me permiti derramar um par de lágrimas pela tristeza que já estava misturada e acumulada com as restantes destes últimos dias. Por isso, não permiti que puxasse essa linha dos acontecimentos, mesmo com pesar. Talvez no meu âmago eu saiba e esteja a fazer o melhor, mas conscientemente eu não sei de nada e não consigo decidir nem saber. Talvez seja uma cobardia profunda, embrenhada tão fundo que me congela e sabota com essa espécie de apego evitativo.
Ou talvez não seja nada disso e, simplesmente, como disse X. não encontrei ninguém que estivesse à altura mesmo. É o mais provável, sim, infelizmente.
Adeus, amados.
(raio de eclipse, hein? mas, pronto, tá feito 😟💔always)
quinta-feira, setembro 04, 2025
Diamantes e Ferrugem como Baez e Dylan
O que ficou prometido sem nos falarmos sequer...', mas falámos e demasiado sobre lol
Eu esperei
Horas
Dias
Anos
Todos me deixaram pendurada
Mas eu não fiquei enforcada
Mais valia
quarta-feira, setembro 03, 2025
Ainda neste pós-aniversário
Talvez seja verdade que nada vale a pena e eu quis à força do afecto fazer conta que sim, que o Amor era a força maior que movia montanhas, vi demasiados filmes românticos e fiquei iludida.
Não há amor possível. As pessoas só pensam em luxúria e prazeres imediatos e fugazes.
A vida é uma constante desilusão. Podemos acreditar, tentar, criar, mas o facto é que a realidade pura e dura é feito de estereótipos e preconceitos.
Eu só me dei à hipótese das coisas porque quis ser como toda a gente e ter uma vida dita normal. Nunca consegui, não sei ser falsa, não sei viver com os erros que cometi, sou hiperconsciente e desisti de tudo porque não há nada para mim.
Nunca houve.
terça-feira, setembro 02, 2025
44 anos para aprender
domingo, agosto 31, 2025
Estória de um amor estragado
sábado, agosto 30, 2025
quinta-feira, agosto 28, 2025
Traumatizados
domingo, agosto 24, 2025
sábado, agosto 23, 2025
quinta-feira, agosto 21, 2025
quarta-feira, agosto 20, 2025
Depois de Yang
Muitos fotografámos na ilusão de poder retê-los, outros apenas congelámos na retina da memória.
Instantes preciosos, alguns em que pensámos mesmo "podia morrer agora que morria feliz", foram poucos mas pareceram únicos.
"É raro mas acontece muito", durante uma vida toda que dura.
terça-feira, agosto 19, 2025
Escreve-me cartas
Depois das oito pessoas de seguida em 8 meses no ano passado, reparei que perdi também três tios em quase dois anos. Definitivamente estou naquela idade em que todos morrem. Eu não sei se eu vou durar muito mais, mas ainda queria ter pela primeira vez uma vida de paz e com essa felicidade, sem que tenha de esperar pela morte para isso.
segunda-feira, agosto 18, 2025
Urgência
sábado, agosto 16, 2025
Desafio
quinta-feira, agosto 14, 2025
Depois, só há nós dois
quarta-feira, agosto 13, 2025
Insta
terça-feira, agosto 12, 2025
Fruto proibido
Proibiram-me de te amar
Proibiram-me de te falar
Proibiram-me de te ver
Mas quem disse
Que isso ia interromper
Todo o amor e a doidice
Que é te querer?
